quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A dificuldade de diagnosticar malária fora da Amazônia no Brasil.

O que faz a malária evoluir para suas formas graves e o óbito nas áreas de transmissão interrompida da região Extra-Amazônica brasileira é o retardo de diagnóstico e tratamento e a desinformação sobre a doença. A maioria dos profissionais de saúde nessas regiões não pensam em malária diante de um paciente febril sem outros diagnósticos conclusivos. Por causa disso a letalidade por malária nessas regiões é dezenas de vezes maior do que na Amazônia, isto é, a possibilidade de se morrer de malária fora da Amazônia no Brasil de alguém que contraiu a doença em qualquer área endêmica do planeta e veio a apresenar os sintomas por aqui, como Rio, São Paulo ou Santa Catarina, por exemplo, é dezenas de vezes maior do que na Amazônia.

Leiam os artigos:
http://www.bio.fiocruz.br/index.php/artigos/331-a-malaria-e-as-vitimas-da-desinformacao
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v43n4/a32v43n4.pdf

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito oportuna a sua informação aos viajantes e aos médicos não especialistas em infectologia. No Rio os casos suspeitos podem ser encaninhados ao IPEC/Fiocruz (av. Brasil, 4365 Manguinhos). Seria interessante divulgar a relação dos hospitais de referencia em outras cidades. Dayse

Wanir Barroso disse...

Olá Dayse, no RJ os recursos assistenciais de diagnóstico e tratamento de malária estão concentrados na capital. A grande maioria dos casos principalmente os importados tem como referência a Fiocruz e os Hospitais Universitários. Os medicamentos e o diagnóstico laboratorial não estão descentralizados, o que agrava às vezes casos de malária por P. falciparum, principalmente os vindos da África. Isso acontece em todos os Estados fora da Amazônia, infelizmente.