"Silenciosamente a malária atinge meio bilhão de pessoas no planeta todos os anos e leva ao óbito centenas de milhares delas, silenciando principalmente crianças. Suas principais causas são o retardo de diagnóstico e de tratamento, a desinformação sobre a doença e o nosso silêncio! Para contrair a doença basta ser picado por um mosquito Anopheles infectado e para um mosquito se infectar basta picar alguém doente. Sem doentes não temos mosquitos infectados nem transmissão de malária."WBarroso
quarta-feira, 13 de junho de 2012
MALÁRIA - a gravidade invisível.
"A malária humana é uma doença infecciosa de transmissão invisível, não contagiosa, febril e aguda de evolução potencialmente rápida e grave quando não tratada precocemente, principalmente a causada pelo P. falciparum, que sozinho é responsável pela quase totalidade dos óbitos por malária no planeta. Esse Plasmodium está presente e distribuído de forma irregular em quase todas as áreas endêmicas ou de transmissão, em algumas regiões mais e em outras menos. Na África, por exemplo, cerca de 90% dos casos são por esse protozoário, no Brasil esse percentual é de cerca de 30%. Malária por esse protozoário é sempre uma emergência médica que tem tratamento adequado e eficaz se diagnosticada rapidamente. A malária ainda não tem uma vacina específica e eficaz para nenhum Plasmodium ou forma plasmodial. As principais complicações clínicas na malária são as falências de órgãos, por isso emergência médica. Essas complicações têm como principal causa a intensa destruição celular tanto a nível sangüíneo como hepático. O Plasmodium destrói com a maior habilidade e com poucos dias de doença um número gigantesco de hemácias que comprometem a sobrevivência de todas as demais células do organismo humano, pois são as hemácias, células das mais especializadas e responsáveis por levar oxigênio e metabólitos que garantem a vida de todas as outras. O Plasmodium, a destruição celular e as toxinas oriundas dessa destruição desorganizam o funcionamento de todos os órgãos, principalmente o cérebro. Os rins, o baço, o fígado e os pulmões têm seu funcionamento igualmente e seriamente comprometidos. Nenhum outro ser microscópico destrói células humanas com tamanha eficiência e velocidade. Os quadros de malária cerebral que representam as formas mais graves da doença normalmente tornam-se clinicamente irreversíveis e evoluem rapidamente para o óbito. O retardo de diagnóstico e tratamento e a quimiorresistência aos medicamentos antimaláricos são suas principais causas. As seqüelas neurológicas em crianças, oriundas desses quadros de malária cerebral representam um enorme fardo para a saúde pública e para a sociedade. Que tal pensarmos nisso todos os dias?" Wanir Barroso, sanitarista.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Malária - a transmissão da doença não respeita cor da pele, sexo, idade ou classe social...
Em quatro meses, 25 militares brasileiros contraíram malária no Haiti.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2010-11-24/em-quatro-meses-25-militares-brasileiros-contrairam-malaria-no-haiti
Morre diplomata brasileira que contraiu malária na África
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/morre-diplomata-brasileira-que-contraiu-malaria-na-africa.html
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v43n5/v43n5a20.pdf
Malária matou 6025 até Out/11 em Angola
http://www.radioculturaangolana.com/noticias/biografias/1984-angola-e-o-nono-pais-africano-com-mais-mortes-associadas-a-malaria-.html
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=749965BE-5D78-4767-8234-FF85064A5E45&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021
Malária em Manaus-Brasil
http://semsa.manaus.am.gov.br/manaus-registra-reducao-de-40-nos-casos-de-malaria/
Malária em Roraima-Brasil
http://www.prrr.mpf.gov.br/noticias/22-04-2010-reserva-yanomami-indios-sofrem-com-paludismo/
http://www.roraimahoje.com.br/home/cidade/5278-malaria-em-roraima-numero-de-casos-aumenta-3528-em-2010.html
A malária brasileira fora da Amazônia
http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21170:a-malaria-brasileira-fora-da-amazonia&catid=46&Itemid=18
http://www.infectologia.org.br/default.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=23097
Epidemiologia do glamour em navios de passageiros.
http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1116
O sequenciamento dos genomas do P. falciparum e do A. gambiae e suas implicações no controle da malária humana. http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/84/genomas.pdf
Morre diplomata brasileira que contraiu malária na África
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/morre-diplomata-brasileira-que-contraiu-malaria-na-africa.html
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v43n5/v43n5a20.pdf
Malária matou 6025 até Out/11 em Angola
http://www.radioculturaangolana.com/noticias/biografias/1984-angola-e-o-nono-pais-africano-com-mais-mortes-associadas-a-malaria-.html
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=749965BE-5D78-4767-8234-FF85064A5E45&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021
Malária em Manaus-Brasil
http://semsa.manaus.am.gov.br/manaus-registra-reducao-de-40-nos-casos-de-malaria/
Malária em Roraima-Brasil
http://www.prrr.mpf.gov.br/noticias/22-04-2010-reserva-yanomami-indios-sofrem-com-paludismo/
http://www.roraimahoje.com.br/home/cidade/5278-malaria-em-roraima-numero-de-casos-aumenta-3528-em-2010.html
A malária brasileira fora da Amazônia
http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21170:a-malaria-brasileira-fora-da-amazonia&catid=46&Itemid=18
http://www.infectologia.org.br/default.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=23097
Epidemiologia do glamour em navios de passageiros.
http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1116
O sequenciamento dos genomas do P. falciparum e do A. gambiae e suas implicações no controle da malária humana. http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/84/genomas.pdf
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Malária - a dificuldade de se falar sobre o assunto no Brasil.
(Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images).
Vejam o link e os comentários sobre o "Mapa da Malária" feito por pesquisadores da Oxford University. É preciso democratizarmos a informação e o conhecimento.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/mapa-mostra-presenca-de-forma-resistente-de-malaria-no-brasil.html
http://www.map.ox.ac.uk/
http://www.map.ox.ac.uk/browse-resources/
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/mapa-mostra-presenca-de-forma-resistente-de-malaria-no-brasil.html
http://www.map.ox.ac.uk/
http://www.map.ox.ac.uk/browse-resources/
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nosso folder "Conheça a Malária" chegou ao continente Antártico...
Na "Estação Antártica Comandante Ferraz". A informação estará disponível para os militares e pesquisadores que por lá passam e muitas vezes retornam para áreas endêmicas de malária. Nossos agradecimentos ao comandante Guilherme Cupertino da Marinha do Brasil.
Link do Folder "Conheça a Malária"
http://www.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_569194722.pdf
http://www.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/exibedetalhesBiblioteca.cfm?ID=5651&tipo=B
Link do Folder "Conheça a Malária"
http://www.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_569194722.pdf
http://www.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/exibedetalhesBiblioteca.cfm?ID=5651&tipo=B
domingo, 17 de julho de 2011
A triste realidade da malária na Amazônia brasileira. ANAJÁS no Pará continua pedindo socorro!
Sugestões para o controle da malária em Anajás, na ilha de Marajó, no Pará.
"> Apesar de alguns meses que se foram, Anajás continua na luta contra a malária que acomete seu povo. A sensação é de que a malária em Anajás caminha com o esforço suas curtas, poucas e próprias pernas. Todos os anajaenses praticamente já contraíram malária alguma vez ou algumas dezenas de vezes na vida. O vídeo nos mostra o registro de criança com 11 meses de vida que já contraiu 15 malárias, esse recém nato ainda não sabe o que é uma vida saudável, sem doenças. É estarrecedor ver isso à luz de tanto conhecimento e de tantos recursos. Os poucos serviços assistenciais e médicos para malária em Anajás e em Belém do Pará acabam por estar realizando um trabalho sem fim. Quanto mais diagnosticam e tratam malária, mais malária têm para diagnosticar e tratar. Anajás precisa de muitas lideranças, principalmente lideranças comunitárias comprometidas com o controle de doenças de seu povo. Precisa de um exército de bons brasileiros para realizarem o que chamamos em epidemiologia de trabalhos de campo para romper o ciclo de várias doenças. É estratégia e controle ir atrás de sintomáticos e assintomáticos de malária e encaminhá-los para diagnóstico, tratamento e isolamento até a cura total, retirando-os das áreas de transmissão. Que tal a construção de um hospital-hotel biosseguro com muitos quartos telados, laboratório, farmácia, lavanderia e serviço de nutrição para abrigar, tratar e retirar das áreas de transmissão os anajaenses com malária com a maior dignidade e conforto do mundo? Estratégias de toda ordem podem ser estabelecidas. Criar canais de informação sobre a doença para a população, aumentar o número de laboratórios volantes, ou até mesmo treinar voluntários das comunidades mais distantes para diagnosticar malária, mapear criadouros para serem trabalhados, orientar e informar quem chega e quem sai de Anajás são outras estratégias importantes que não podem ser esquecidas. A população de mosquitos transmissores de malária pode e deve ser reduzida, principalmente onde há ocorrências de casos. Um fato, é impossível erradicar os mosquitos transmissores de malária em Anajás e na Amazônia, e nem precisamos erradicá-los para ter a malária sob controle. Os amazônidas e nós do sudeste teremos que conviver com esses mosquitos enquanto houver chuva, água, vida, floresta, áreas alagadas, luta pela sobrevivência, manutenção e preservação de espécies. Os seres vivos se adaptam a todas as mudanças e às mais adversas condições de vida, e nós também. Tratar adequadamente e isolar dos mosquitos transmissores os pacientes doentes, não só é possível como também é a única medida de impacto importante para reduzir a transmissão da doença em Anajás ou em qualquer outra área endêmica da Amazônia ou do planeta. Possívelmente essa criança e seus familiares que tiveram múltiplas malárias foram fontes de infecção para mosquitos transmissores e receptores de Plasmodium dos mesmos mosquitos. É um ciclo que não se rompeu. Com relação ao controle possível dos mosquitos transmissores, o uso de inseticida tipo fumacê ou fog pode ser usado para bloqueio de transmissão em áreas urbanas ou urbanizadas onde ocorreram casos. O uso dessa forma de inseticida não deve ser utilizado em áreas de mata preservada, pois provoca desequilíbrios ambientais influenciando na cadeia alimentar de outros seres. Usar inseticidas em casas com paredes protegidas da chuva tem também sua eficiência, lembrando que inseticidas são produtos que têm níveis de toxicidade para o homem. Essas estratégias reduzem a população de mosquitos alados infectados onde ocorreram ou ocorrem casos da doença. É importante destruí-los, para que não ocorram novos casos. Para que um mosquito da malária se infecte é preciso que eles se alimentem com o sangue de pacientes doentes com malária ou pacientes tratados inadequadamente. O plasmodium não é repassado de uma geração de mosquitos para outra. Já de um mosquito transmissor de dengue infectado com o vírus da dengue nascem centenas de novos mosquitos igualmente infectados. Em resumo, é muito mais fácil controlar malária do que dengue sob esse ponto de vista. Em todas as doenças cuja transmissão se dá pela picada de mosquitos, o homem doente exposto ao mosquito transmissor assegura o não rompimento do ciclo evolutivo da doença. O tratamento alternativo apresentado no vídeo equivale a dar ao paciente o medicamento que se tem disponível e não o que realmente o paciente necessita para seu tratamento e cura. Sem comentários no que se refere a usar medicamentos dessa forma em termos de controle, tratamento, legalidade, responsabilidade e ética... Se ocorrem casos de malária em determinada região é porque há mosquitos infectados com o Plasmodium em circulação e doentes sem diagnóstico e tratamento ou doentes assintomáticos expostos a mosquitos transmissores. Com relação aos ovos e larvas de mosquitos, a aspersão de inseticidas no ambiente não destrói essas formas evolutivas do mosquito simplesmente porque estão na água. Colocar peixes ou criar muitos peixes em áreas alagadas retirando a vegetação das margens favorece a alimentação dos peixes com as larvas de mosquitos, o que faz diminuir a população de alados. É exatamente no meio dessa vegetação nas margens que os mosquitos colocam seus ovos, que possuem flutuadores e tomam a cor do ambiente para se preservarem de seus predadores. As larvas de mosquitos têm outros numerosos e eficientes predadores, como larvas de outros insetos aquáticos. As larvas das lavadeiras, aquele inseto com dois pares de asas são excelentes e vorazes predadores de larvas de mosquitos. Para cada criadouro identificado, usar sempre a melhor estratégia, ou escoando águas paradas através de canais, ou aterrar criadouros pequenos, ou colocar peixes com margens limpas de vegetação em ambientes aquáticos maiores, ou até outras que não agridam o meio ambiente. Sempre há algo que possa ser feito para que o criadouro perca essa função. A principal estratégia e meta deve ser destruir os mosquitos alados infectados onde ocorreram casos, tratar e isolar da picada de mosquitos pacientes sintomáticos e assintomáticos de malária para romper o ciclo da doença. Enquanto tiver alguém com malária em Anajás exposto a mosquitos transmissores, o ciclo da doença não se rompe e os anajaenses continuarão a colecionar suas malárias, suas febres, seus calafrios, suas dores e sofrimentos, suas semanas sem trabalho, seus dias sem aulas e seus óbitos. Já passou da hora dos anajaenses se indignarem com tantos casos de malária. Esperamos que nos ouçam e que ajudem Anajás se tornar referência para os outros municípios da Amazônia e para outras áreas endêmicas no controle de suas doenças. O controle é algo possível e ninguém precisa contrair e muito menos morrer de malária. Os Anajaenses podem conviver com os mosquitos transmissores de malária e sem malária, como nós aqui do sudeste convivemos com nossos Anopheles aquasalis, darlingi, cruzii e outros. Afinal somos todos igualmente brasileiros e certamente os anajaenses aumentarão seu número de parceiros nesses desafios! Com a palavra todos aqueles que se sentirem movidos pelo sentimento de ajudar Anajás a controlar suas epidemias e suas endemias. O momento e o desafio é o de dar uma chance ou uma mãozinha prá vida. Wanir Barroso, sanitarista.
Anajás e os anajaenses aguardam pelo seu contato!
Email da Secretaria Municipal de Saúde de Anajás: smsanajas@yahoo.com.br
Fone/Fax: (91) 3605-1123
Oeiras no Pará também continua pedindo socorro.
Entrevista:
O perigoso silêncio: malária mata mais fora da Amazônia, revela especialista
Por Isabela Pimentel
http://luispeaze.com/2010/perigo-maior-em-copacabana-do-que-na-amazonia
"> Apesar de alguns meses que se foram, Anajás continua na luta contra a malária que acomete seu povo. A sensação é de que a malária em Anajás caminha com o esforço suas curtas, poucas e próprias pernas. Todos os anajaenses praticamente já contraíram malária alguma vez ou algumas dezenas de vezes na vida. O vídeo nos mostra o registro de criança com 11 meses de vida que já contraiu 15 malárias, esse recém nato ainda não sabe o que é uma vida saudável, sem doenças. É estarrecedor ver isso à luz de tanto conhecimento e de tantos recursos. Os poucos serviços assistenciais e médicos para malária em Anajás e em Belém do Pará acabam por estar realizando um trabalho sem fim. Quanto mais diagnosticam e tratam malária, mais malária têm para diagnosticar e tratar. Anajás precisa de muitas lideranças, principalmente lideranças comunitárias comprometidas com o controle de doenças de seu povo. Precisa de um exército de bons brasileiros para realizarem o que chamamos em epidemiologia de trabalhos de campo para romper o ciclo de várias doenças. É estratégia e controle ir atrás de sintomáticos e assintomáticos de malária e encaminhá-los para diagnóstico, tratamento e isolamento até a cura total, retirando-os das áreas de transmissão. Que tal a construção de um hospital-hotel biosseguro com muitos quartos telados, laboratório, farmácia, lavanderia e serviço de nutrição para abrigar, tratar e retirar das áreas de transmissão os anajaenses com malária com a maior dignidade e conforto do mundo? Estratégias de toda ordem podem ser estabelecidas. Criar canais de informação sobre a doença para a população, aumentar o número de laboratórios volantes, ou até mesmo treinar voluntários das comunidades mais distantes para diagnosticar malária, mapear criadouros para serem trabalhados, orientar e informar quem chega e quem sai de Anajás são outras estratégias importantes que não podem ser esquecidas. A população de mosquitos transmissores de malária pode e deve ser reduzida, principalmente onde há ocorrências de casos. Um fato, é impossível erradicar os mosquitos transmissores de malária em Anajás e na Amazônia, e nem precisamos erradicá-los para ter a malária sob controle. Os amazônidas e nós do sudeste teremos que conviver com esses mosquitos enquanto houver chuva, água, vida, floresta, áreas alagadas, luta pela sobrevivência, manutenção e preservação de espécies. Os seres vivos se adaptam a todas as mudanças e às mais adversas condições de vida, e nós também. Tratar adequadamente e isolar dos mosquitos transmissores os pacientes doentes, não só é possível como também é a única medida de impacto importante para reduzir a transmissão da doença em Anajás ou em qualquer outra área endêmica da Amazônia ou do planeta. Possívelmente essa criança e seus familiares que tiveram múltiplas malárias foram fontes de infecção para mosquitos transmissores e receptores de Plasmodium dos mesmos mosquitos. É um ciclo que não se rompeu. Com relação ao controle possível dos mosquitos transmissores, o uso de inseticida tipo fumacê ou fog pode ser usado para bloqueio de transmissão em áreas urbanas ou urbanizadas onde ocorreram casos. O uso dessa forma de inseticida não deve ser utilizado em áreas de mata preservada, pois provoca desequilíbrios ambientais influenciando na cadeia alimentar de outros seres. Usar inseticidas em casas com paredes protegidas da chuva tem também sua eficiência, lembrando que inseticidas são produtos que têm níveis de toxicidade para o homem. Essas estratégias reduzem a população de mosquitos alados infectados onde ocorreram ou ocorrem casos da doença. É importante destruí-los, para que não ocorram novos casos. Para que um mosquito da malária se infecte é preciso que eles se alimentem com o sangue de pacientes doentes com malária ou pacientes tratados inadequadamente. O plasmodium não é repassado de uma geração de mosquitos para outra. Já de um mosquito transmissor de dengue infectado com o vírus da dengue nascem centenas de novos mosquitos igualmente infectados. Em resumo, é muito mais fácil controlar malária do que dengue sob esse ponto de vista. Em todas as doenças cuja transmissão se dá pela picada de mosquitos, o homem doente exposto ao mosquito transmissor assegura o não rompimento do ciclo evolutivo da doença. O tratamento alternativo apresentado no vídeo equivale a dar ao paciente o medicamento que se tem disponível e não o que realmente o paciente necessita para seu tratamento e cura. Sem comentários no que se refere a usar medicamentos dessa forma em termos de controle, tratamento, legalidade, responsabilidade e ética... Se ocorrem casos de malária em determinada região é porque há mosquitos infectados com o Plasmodium em circulação e doentes sem diagnóstico e tratamento ou doentes assintomáticos expostos a mosquitos transmissores. Com relação aos ovos e larvas de mosquitos, a aspersão de inseticidas no ambiente não destrói essas formas evolutivas do mosquito simplesmente porque estão na água. Colocar peixes ou criar muitos peixes em áreas alagadas retirando a vegetação das margens favorece a alimentação dos peixes com as larvas de mosquitos, o que faz diminuir a população de alados. É exatamente no meio dessa vegetação nas margens que os mosquitos colocam seus ovos, que possuem flutuadores e tomam a cor do ambiente para se preservarem de seus predadores. As larvas de mosquitos têm outros numerosos e eficientes predadores, como larvas de outros insetos aquáticos. As larvas das lavadeiras, aquele inseto com dois pares de asas são excelentes e vorazes predadores de larvas de mosquitos. Para cada criadouro identificado, usar sempre a melhor estratégia, ou escoando águas paradas através de canais, ou aterrar criadouros pequenos, ou colocar peixes com margens limpas de vegetação em ambientes aquáticos maiores, ou até outras que não agridam o meio ambiente. Sempre há algo que possa ser feito para que o criadouro perca essa função. A principal estratégia e meta deve ser destruir os mosquitos alados infectados onde ocorreram casos, tratar e isolar da picada de mosquitos pacientes sintomáticos e assintomáticos de malária para romper o ciclo da doença. Enquanto tiver alguém com malária em Anajás exposto a mosquitos transmissores, o ciclo da doença não se rompe e os anajaenses continuarão a colecionar suas malárias, suas febres, seus calafrios, suas dores e sofrimentos, suas semanas sem trabalho, seus dias sem aulas e seus óbitos. Já passou da hora dos anajaenses se indignarem com tantos casos de malária. Esperamos que nos ouçam e que ajudem Anajás se tornar referência para os outros municípios da Amazônia e para outras áreas endêmicas no controle de suas doenças. O controle é algo possível e ninguém precisa contrair e muito menos morrer de malária. Os Anajaenses podem conviver com os mosquitos transmissores de malária e sem malária, como nós aqui do sudeste convivemos com nossos Anopheles aquasalis, darlingi, cruzii e outros. Afinal somos todos igualmente brasileiros e certamente os anajaenses aumentarão seu número de parceiros nesses desafios! Com a palavra todos aqueles que se sentirem movidos pelo sentimento de ajudar Anajás a controlar suas epidemias e suas endemias. O momento e o desafio é o de dar uma chance ou uma mãozinha prá vida. Wanir Barroso, sanitarista.
Anajás e os anajaenses aguardam pelo seu contato!
Email da Secretaria Municipal de Saúde de Anajás: smsanajas@yahoo.com.br
Fone/Fax: (91) 3605-1123
Oeiras no Pará também continua pedindo socorro.
Entrevista:
O perigoso silêncio: malária mata mais fora da Amazônia, revela especialista
Por Isabela Pimentel
http://luispeaze.com/2010/perigo-maior-em-copacabana-do-que-na-amazonia
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Malária - como a principal forma de transmissão acontece.
A principal característica do mosquito transmissor de malária à vista desarmada, é que ele pousa formando um angulo de 45º com a pele durante a picada, como mostra a foto.
A picada do mosquito infectado com o Plasmodium, a chegada do protozoário ao fígado, sua intensa multiplicação na célula hepática, o rompimento dos hepatócitos repletos de protozoários (esquizontes hepáticos), lançamentos dos merozoítos hepáticos na corrente sanguínea, a invasão das hemácias pelos merozoítos hepáticos, a intensa multiplicação do protozoário dentro da hemácia, o rompimento das hemácias (esquizontes sanguíneos), nesse momento acontece a febre na malária, reinfestação de novas hemácias pelos merozoítos sanguíneos oriundos das hemácias infectadas que se romperam. Enquanto não houver diagnóstico e tratamento o número de hemácias que se rompem tende a ser muito superior ao número de hemácias que são repostas pelo organismo, daí o quadro de anemia, amarelidão e evolução para as formas graves. O ciclo no mosquito começa a partir da ingestão de sangue contaminado com os gametócitos e outras formas plasmodiais presentes no homem doente. Somente os gametócitos evoluem no mosquito formando os esporozoítos, formas infectantes para o homem. O ciclo no mosquito dura cerca de 10 a 12 dias. Esses esporozoítos se alojam em suas glandulas salivares e causam a doença no homem quando injetados pela picada do mosquito.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Números da malária no planeta.
Fonte: CDC-USA
• 3,3 bilhões de pessoas vivem em áreas de risco de transmissão de malária em 109 países, esse número corresponde a metade da população mundial.
• 35 países, sendo 30 na África Subsaariana e 5 na Ásia representam 98% das mortes por malária no planeta.
• A OMS estimou que em 2008 a malária causou de 190 a 311.000.000 episódios clínicos, e de 708.000 a 1.003.000 mortes.
• 89% das mortes por malária no mundo ocorrem na África.
• A malária é a quinta causa de morte por doenças infecciosas no mundo, depois de infecções respiratórias, HIV / AIDS, doenças diarreicas e tuberculose.
• A malária é a segunda causa principal de morte por doenças infecciosas na África, depois de HIV / AIDS.
• Nas Américas, o Brasil é o país com o maior número de casos, com transmissão de malária nos Estados Amazônicos e nas regiões de Mata Atlântica dos Estados da região sudeste.
• 3,3 bilhões de pessoas vivem em áreas de risco de transmissão de malária em 109 países, esse número corresponde a metade da população mundial.
• 35 países, sendo 30 na África Subsaariana e 5 na Ásia representam 98% das mortes por malária no planeta.
• A OMS estimou que em 2008 a malária causou de 190 a 311.000.000 episódios clínicos, e de 708.000 a 1.003.000 mortes.
• 89% das mortes por malária no mundo ocorrem na África.
• A malária é a quinta causa de morte por doenças infecciosas no mundo, depois de infecções respiratórias, HIV / AIDS, doenças diarreicas e tuberculose.
• A malária é a segunda causa principal de morte por doenças infecciosas na África, depois de HIV / AIDS.
• Nas Américas, o Brasil é o país com o maior número de casos, com transmissão de malária nos Estados Amazônicos e nas regiões de Mata Atlântica dos Estados da região sudeste.
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